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sexta-feira, 26 de março de 2010

Transporte: o maior problema da Copa

 




Por Marta Reis
Em  Joanesburgo

Aposto que a África do Sul realizará uma grande Copa do Mundo. Tem estádios lindíssimos, aeroportos reformados que dão de mil em qualquer brasileiro e um povo empolgado e ansioso pelo primeiro mundial africano.
 Mas se tem uma coisa que preocupa é o transporte. Joanesburgo, por exemplo, que concentrará cerca de 20% dos jogos da Copa, mal tem linhas de ônibus. Metrô, então, nem pensar. Quando cheguei ao país, tive dificuldades até para comprar um carro, simplesmente porque era complicadíssimo rodar as revendedoras usando o transporte público da cidade. Resultado: foi preciso alugar um carro para poder comprar outro. 
 O planejamento da cidade, muito por causa do Apartheid, criou lugares muito distantes uns dos outros. Minha casa, por exemplo, fica a dois quilômetros de qualquer comércio. Comprar um pão na padaria a pé, nem pensar. Tudo aqui é longe.
 Quem não tem carro depende das vans, que em geral estão em mau estado de conservação e não têm letreiros indicando para onde vão. É preciso conhecer os códigos locais para pegar a van certa. Agora imagina um turista que não conhece nada. Tem uns 99% de chances de se perder.
Para tentar minimizar o problema, o Comitê Organizador da Copa lançou o BRT (Bus Rapid Transport), que são corredores de ônibus inspirados no modelo de Curitiba. Eles foram construídos em pontos estratégicos da cidade para facilitar a locomoção dos fãs até os estádios Soccer City e Ellis Park. Apesar de limitado, foi aprovado pela população, pois é limpo, organizado e funcional. Para quem está acostumado a andar nas vans daqui, o BRT é avião de primeira classe.
 O sistema é uma boa opção, mas não resolve a questão. Há poucos corredores e eles não chegam às principais regiões hoteleiras da cidade – Rosebank e Sandton.
Outra solução seria o trem rápido, programado para ficar pronto antes da Copa. O projeto inicial prevê estações no aeroporto, em Pretória e nas regiões de Sandton e Rosebank. Só que apenas o terminal que liga o aeroporto a Sandton deve ficar pronto até o Mundial. Mesmo assim, apenas em meados de junho. Taxis são bons, mas também são caros, poucos e normalmente andam sem identificação. Para pegar um é preciso ligar antes.
 Por isso, a melhor opção para quem vier para a Copa é alugar um carro. Mas será que as empresas darão conta da demanda? E mais, como vai ficar o trânsito da cidade se a maioria dos turistas resolver encarar a mão inglesa e pegar um carro? A Copa do Mundo era, sem dúvida, uma grande oportunidade para o país finalmente criar um sistema de transporte eficiente, capaz de atender toda a população. Mas infelizmente esse bonde a África do Sul perdeu.

http://colunas.globoesporte.com/vivaladuma/

quinta-feira, 11 de março de 2010

Autoridades querem evitar abuso por parte dos empresários.

O Governo da África do Sul pediu nesta quinta-feira (11) aos empresários locais que sejam mais modestos ao pensarem nos lucros durante a Copa do Mundo, já que a alta nos preços de alguns setores, como o de hotelaria, pode prejudicar a imagem do país. O porta-voz do Governo, Themba Maseko, disse que é preciso se esforçar para convencer os empresários.











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Devemos fazer os empresários mudarem de ideia, já que eles têm o potencial de afugentar muitos amantes do futebol de assistir ao torneio e isso poderia ter um impacto negativo no turismo do país para o futuro.

Boa parte da população vê o Mundial como uma chance de ganhar dinheiro fácil, o que levou muitos proprietários de imóveis a rescindir unilateralmente contratos anuais com seus inquilinos com a esperança de obter em um mês o que ganhariam em um ano. Em nota, o Governo expressou grande preocupação com esta excessiva alta nos preços, que qualificou de "errada", e que trouxe queixas em um país cujo custo de vida já é caro. 

Para tentar acabar com isso, o Departamento de Turismo encomendou um estudo, cujos resultados serão divulgados em breve, para determinar exatamente como estarão os preços para o Mundial de 2010. Segundo Maseko, o documento identificará o grau do problema e passará uma série de recomendações sobre possíveis medidas a serem feitas para melhorar a situação.



EFE

segunda-feira, 8 de março de 2010

Camisinha na Copa.


Camisinha na Copa, Fifa irá distribuir milhares de preservativos







DE JOHANNESBURGO
Não será por falta de camisinhas que os torcedores da Copa-2010 deixarão de fazer sexo seguro. O documento do Sanac, órgão do governo que formula políticas de combate à Aids, prevê a instalação de máquinas de distribuição de preservativos do tipo "self-service" nos banheiros dos estádios. "A distribuição gratuita de camisinhas é um importante serviço a ser oferecido no período da Copa", afirma o texto. Segundo Mabalane Mfundisi, coordenador do grupo da Sanac que preparou o texto, ainda não há um número fechado de camisinhas a serem distribuídas. "Mas será, sem dúvida, na casa dos milhões." Também haverá pontos de distribuição em hotéis e nos "fan parks", áreas ao ar livre montadas pela Fifa com telões.
Nesses locais, serão montadas "clínicas móveis" para o teste rápido de HIV, com privacidade. Funcionarão em vans ou tendas e darão resultado em 15 minutos. "Nós vamos aproveitar a Copa para incentivar os homens, sobretudo, a se testarem de maneira rápida e fácil. Muitos acabam não fazendo o teste porque têm de se deslocar a uma clínica", diz Mfundisi. Durante os jogos, serão distribuídos brindes com a marca da Sanac e o slogan "Eu sou responsável, nós somos responsáveis, a África do Sul está assumindo sua responsabilidade". Eles incluirão bolas, chaveiros e baralhos. Zakumi, o leopardo de cabelos verdes que é a mascote da Copa, aparecerá usando no peito a fita vermelha, símbolo da luta contra a doença. 







Saúde pública no mundial.


Trabalhadoras do Sexo







Para coibir transmissão, comitê do governo quer treinar "trabalhadores do sexo" para relações seguras no Mundial

Projeto, que deve sofrer só ajustes em votação amanhã, descriminaliza a prostituição no período do torneio; doença é epidemia no país

FÁBIO ZANINI
DE JOHANNESBURGO

A trégua no combate à prostituição durante a Copa da África do Sul é uma das recomendações para evitar que a Aids se espalhe durante o torneio, segundo documento preliminar do órgão do governo responsável pela luta contra a doença.
O texto obtido pela Folha, com oito páginas, é de autoria do Conselho Nacional de Aids da África do Sul (Sanac, na sigla em inglês), principal formulador de políticas anti-Aids no país, onde a doença atinge níveis epidêmicos. O órgão é chefiado pelo vice-presidente sul- -africano, Kgalema Motlanthe.
O documento será votado pela plenária do Sanac amanhã, mas não se esperam grandes mudanças, de acordo com o coordenador do grupo que o elaborou, Mabalane Mfundisi.
"Com o objetivo de assegurar a proteção de trabalhadores do sexo e de seus clientes durante a Copa, o governo sul-africano está sendo instado, por meio do Sanac, a pôr em prática uma moratória na implementação de todas as leis relacionadas ao trabalho sexual", diz o texto, produto de seis seminários desde novembro de 2009.
Na África do Sul, a prostituição é criminalizada, mas largamente praticada. Durante a Copa, o mercado do sexo deve aumentar, prevê o documento.
"Espera-se que muitos trabalhadores do sexo se instalem na África do Sul durante a Copa. E que alguns dos torcedores, tanto locais como estrangeiros, envolvam-se em atividades sexuais", diz o texto.
Segundo o Sanac, a prostituição é um dos principais vetores de transmissão da Aids no país. O círculo começa com homens que pegam a doença e geralmente não sabem disso, pois não fazem o teste de HIV. Acabam passando o vírus para suas mulheres, que depois darão à luz crianças doentes.
Na África do Sul, a Aids atinge 10,9% da população, ou 5 milhões de pessoas, o maior número absoluto do mundo. No Brasil, segundo o escritório da ONU que lida com a Aids, a taxa de infectados é de 0,6% da população. Num evento da magnitude da Copa, em que quase meio milhão de estrangeiros chegarão para um mês de diversão, o risco de o HIV se alastrar é considerável.
"Os trabalhadores do sexo precisam de aconselhamento e informação sobreAids, de modo a não passarem o vírus adiante. Mas como vou organizar um workshop quando a atividade é criminalizada? Como vou convencer que é apenas um seminário e não uma armadilha da polícia?", diz Mfundisi.
O conselho pede que sejam elaborados programas específicos de aconselhamento em "zonas quentes" de prostituição nas nove cidades-sedes, especialmente nos arredores de locais frequentados por turistas. Também defende treinamento para policiais lidarem com prostitutas e o estabelecimento de "áreas seguras" -em clínicas, por exemplo-, em que possam receber assistência.
Na África do Sul, as recomendações do Sanac carregam peso político, até porque o órgão é chefiado pelo vice-presidente. Mas o governo não está obrigado a seguir suas orientações, especialmente num tema tão polêmico. O presidente Jacob Zuma terá a palavra final.
Fundado em 2000, o Sanac tem como função "aconselhar o governo em política e estratégia relacionadas à Aids", segundo seu estatuto, e também monitorar a atuação do Executivo. Sete ministros e 17 representantes da sociedade civil também compõem o órgão.



Saúde e segurança.

Saúde e segurança
Muitos estrangeiros não sabem que a África do Sul tem uma infra-estrutura bem desenvolvida, um alto padrão de tratamento de água e facilidades médicas iguais às melhores do mundo. Qualquer problema de saúde ou de segurança é resolvido com tranqüilidade.
Cuidados médicos e hospitalares
A África do Sul é líder mundial em muitas especialidades médicas. De fato, médicos treinados no país são requisitados em todo o mundo. Isso mostra o padrão de cuidados médicos disponíveis. A grande rede de hospitais públicos e privados, presente em todas as regiões, oferece um serviço excelente. Não esqueça que é necessário ter um seguro médico adequado que cubra as despesas dos hospitais privados.
Malária
O mosquito transmissor da malária pode ser encontrado na planície de Mpumalanga e Limpopo e na costa de Maputalândia, em KwaZulu-Natal. A doença é transmitida somente pela picada de um mosquito infectado. O uso de repelentes e de mosquiteiros pode reduzir a chance de ser picado.
O risco de contrair a doença diminui nos meses de inverno, mas o melhor é se precaver ao visitar certas áreas. O programa extensivo de prevenção da malária desenvolvido pelo governo em cooperação com Suazilândia e Moçambique tem ajudado na diminuição expressiva da incidência de malária. O mosquito de malária pica apenas do anoitecer ao amanhecer, período em que é importante a utilização de repelente. Vale reforçar que a incidência é muito pequena, mas é sempre bom tomar os cuidados necessários, usando repelente e dormindo debaixo de mosquiteiros.
Segurança pessoal
A África do Sul se orgulha de ter uma grande variedade de culturas, comunidades, áreas e atrações. A maior parte do país pode ser visitada com segurança por todo turista, mas é preciso ter bom senso e tomar precauções, como não andar sozinho em áreas desertas à noite e ser prudente ao usar equipamento fotográfico e jóias.
A maioria dos crimes acontece entre pessoas que se conhecem, e atos aleatórios de violência são raros. As grandes cidades têm programas de Instruções em Segurança Básica à disposição em hotéis e escritórios de informações turísticas.
Em caso de dúvida sobre a segurança de determinada área ou de alguma atração, contate a Informação Nacional de Turismo, no telefone 083 123 2345. Esse número também pode ser usado para assistência prática na substituição de documentos perdidos ou relato de acidentes.

Água e alimentação
A água de torneira na África do Sul está entre as melhores do mundo. Ela pode ser bebida tranquilamente, pois é tratada e está livre de microorganismos prejudiciais. Em hotéis, restaurantes e clubes noturnos o nível de higiene e preparação de alimentos é de alta qualidade. Não há riscos em comer frutas frescas e saladas ou colocar gelo na bebida - muito aconselhável depois de um dia na praia ou no mato.

INFORMAÇÃO SOBRE A VACINA CONTRA FEBRE AMARELA
Como parte integrante do Sistema Único de Saúde, a Anvisa dispõe de salas de vacinação em portos, aeroportos e fronteiras, estrategicamente distribuídos no território nacional, com o objetivo de aumentar o acesso a vacinas importantes para os viajantes. Contate o posto da Anvisa com antecedência para certificar-se de quais vacinas estão disponíveis.


OUTRAS INFORMAÇÕES:
Department of Home Affairs (Ministério para Assuntos Internos):www.dha.gov.za