
Herbert Mphahlele, 24, ostenta a taça do mundo logo após saber que a África do Sul de Tshabalala tinha acabado de converter um gol contra o México FOTO: Marcos Limonti
Direto de Joanesburgo
Gritos da torcida vêm de longe e ecoam por todos os lados. Atrás, a imensa cabaça, o desenho que inspirou o estádio Soccer City. Adiante, um terminal lotado de ônibus vazios. O jogo entre a África do Sul e o México já está no segundo tempo. No estacionamento acumulam-se em um único passeio vários comerciantes informais, a despeito das proibições feitas pela Fifa.
São pessoas vindas de longe, que gastam o mínimo possível com condução e que querem tirar uma grana com a leva de turistas que vem ao mundial, ainda que sob os olhos pesados dos organizadores. O clima por ali, no entanto, era de condescendência por parte de alguns funcionários que passavam por perto. Também, eles estavam bem longe do Fan Shop oficial e, naquele horário, provavelmente não teriam tanto sucesso de vendas.

A sul-africana Thokozile Zwane, que vendia colares ao lado do grande estacionamento construído no coração da Copa do Mundo FOTO: Marcos Limonti
Ndebele estava no estacionamento do Soccer City desde as 14 horas e já eram quase 17 horas. Para incrementar o negócio, ele pretende viajar para a Cidade do Cabo. Avião? Não. Ônibus. “Você acha que tenho dinheiro para ir de avião? Nem pensar”, comentou. Também de prontidão, desde as 15 horas, a comerciante Thokozile Zwane exibia colares com pedras e ossos, tudo feito por suas próprias mãos. Cada peça custa 50 randes – um preço praticamente padrão para produtos como esse.

O irreverente Nqobane Ndebele, 22, que pretendia ir pra Cidade do Cabo e ver se os negócios melhoram FOTO: Marcos Limonti

De amendoim (foto) a vuvuzela, comércio informal e não autorizado é corriqueiro no país da Copa, mesmo com as restrições da Fifa FOTO: Marcos Limonti

FOTO: Marcos Limonti
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